HARMONIZANDO POESIA


Harmonizando Poesia é a simetria entre vinho e poesia, uma boa explicação e poemas ditos: degustar versos. Sintonizar cor, paladar, …Mendoza, Borges, …o tato, momento, audição, o doce, …Baudelaire, Merlot, …olhar, acre, palavras, o bálsamo.

O encontro da poetisa Débora Corn com o universo vínico.  Autora dos livros “Joni Depi me chamou pra ir ao samba” e “Pinturas para Claude” da Editora Corpos de Portugal.

A poesia do vinho – número um – Débora Corn

O vinho fala de mar no bálsamo, mas no sabor fala de saudade.

Tudo principia com você a perceber que seu olfato não está treinado, ele é prestativo, porém sem destreza. O vinho aborda o nariz numa explosão de aromas: jasmim, manga, pêssego, especiarias. Entretanto não sabes dizer exatamente se é uma fruta madura ou verde. Canela é um perfume de esperança se distingue na inspiração do alento.

Após algumas aulas de “Sommelier Profissional” a charada gira e contorna cada vez mais curiosa e vais observar que o vinho que estás a tomar guarda cheiros de acetona e fruta vermelha madura, outro mostra fragrância de pimentões, limão, frutas frescas para verde e capim-limão.

É um mundo de poesia quando se abre uma garrafa de vinho!

E nem o tomamos, permanecemos a articular simplesmente em relação ao bálsamo. A língua já está insana para experimentar os sabores da bebida em visual rubi ou em amarelo palha. Sinta o primeiro gole e dê sua percepção: no instante o poema prosseguirá a proferir amor ou descontinuará às vezes o perfume é irônico e o gosto é de paixão, ou seja, o vinho fala de mar no cheiro, mas no sabor fala de saudade. Em suma, a fragrância constitui demasiado perfume e o sabor é rude, no paladar o vinho compõe um abarrotado de notas e no aroma exala apenas um acorde; ainda o paladar pode combinar com o que o aroma previu. O líquido na taça em tom vermelho granada, amarelo esverdeado ou âmbar é um alfarrábio repleto de versos.